O NAMORAR
Namorar é um piscar
de olhos recíproco,
um voo partilhado,
de amuos e beicinhos,
logo sanados por beijos
e ais recíprocos,
um comungar de ideias e saliva,
envoltas em eternas promessas.
Jorge
C. Chora
10/2/2026
O NAMORAR
Namorar é um piscar
de olhos recíproco,
um voo partilhado,
de amuos e beicinhos,
logo sanados por beijos
e ais recíprocos,
um comungar de ideias e saliva,
envoltas em eternas promessas.
Jorge
C. Chora
10/2/2026
A ternura é
sentimento divino,
refrigério
para os humilhados,
nasce e não
é fingida.
É doação de si
aos mais fracos,
prova de compreensão e apoio,
sem esforço,
de que alguém foi ungida(o),
neste mundo travesso e ao avesso,
onde ninguém
quer compreender ninguém.
Jorge C. Chora
7/2/2026
Quando a
saudade,
não cabe
numa mão,
por maior
que ela seja,
outra coisa
é então!
Ela
espraia-se,
da cabeça ao
coração?
Só passa
quando
abraçamos e
coroamos de beijos
o alvo da
nossa saudade?
Hum,
definitivamente, é amor!
Jorge C. Chora
6/2/2026
Habitamos
mutuamente
nos olhos um do outro:
eu estou
sempre contigo
e tu, a toda
a hora, comigo.
Não há dia
sem te ver
e tu sem me
ter.
Quando
estamos frente a frente,
escusamo-nos
de perguntar
onde
estivemos,
pois permanecemos sempre juntos.
Jorge C. Chora
4/2/2026
Achar nada
ser perfeito,
senão em sonhos,
é descrer na
realidade do sonho,
de quem ama
um ser perfeito,
nas suas imperfeições.
Jorge
C. Chora
3/2/2026
Duas eram as
casas,
ambas habitadas,
uma com as
portas
e janelas e
abertas,
recebendo e
vendo
o mundo ao
seu redor;
e a outra,
ao lado,
toda fechada,
blindada,
não vendo
nem recebendo,
fosse quem
fosse,
exceto quem
lhe interessasse.
Numa morava
um político,
na outra um zé-ninguém.
Em qual
delas morava
um e o
outro?
Jorge C. Chora
2/2/2026
Teus
caprichos
saíram-nos
caro:
Em vez de destruíres
vidas humanas,
casas, telhados,
carros
estradas e árvores
e tudo o que
te deu na gana,
podias ter
levado os ditadores deste mundo,
a visitar o deus
Hades e a enfrentar o seu julgamento.
Ao mesmo
tempo, levar-lhes-ias os equipamentos
e as suas
máquinas de guerra,
de que tanto
se orgulham,
explodindo nesse
universo infinito,
longe do
nosso pequeno planeta,
tão
martirizado com a vossa simples presença.
E voltarias,
Kristin, a ser um vento benfazejo,
sussurrando palavras
de amor,
acariciando
os acalorados
e soprando
as velas da paz.
Jorge Chora
31/1/2026