Sofia era bela
e ela sabia
quão bela era.
João sofria
sempre que a via,
pois ela nunca ria,
muito menos lhe sorria.
João não conseguia
sequer respirar,
ao vê-la passar.
Ela sabia
o mal que lhe fazia
e nisso se comprazia
ao ver a sua agonia.
Tão bela quanto malvada,
pelo canto do olho o observava,
enquanto nua se passeava
no terraço da sua casa,
fazendo-o suspirar,
sem respirar, até desmaiar
e morrer com falta de ar.
Ao vê-lo prostrado,
quis certificar-se pelo dano causado.
Abeirou-se da borda do terraço,
quando um vento de João aliado,
a empurrou borda fora
e acabou por morrer,
nua e abraçada,
ao homem que tinha matado.
Jorge C.
Chora
10/7/2026

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