sábado, 27 de dezembro de 2025

SER MULHER

 


Não há uma única razão,

para que alguma mulher

se envergonhe de si própria,

devido a razões anatómicas

ou psíquicas:

Tem o pé pequeno? E então a Cinderela?

A barriga flácida e grande? E as famosas bailarinas da dança do ventre?

Um olhar demasiado doce? E a Anne Hathaway?

É demasiado namoradeira? E a Elizabeth Taylor?

É demasiado perfeita? E a Bruna Lombardi?

Tem um nariz proeminente? E a Gisele Bundchen?

Diz muitas asneiras? E a Billie  Eilish?

É  excêntrica? E a Lea Michele?

Por favor, faça do seu “problema” a sua marca distintiva!

         JORGE C. CHORA

            27/12/2025

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

ERDOAI-NOS SENHOR

 


Sonhar é abrir

as asas e voar,

repousar numa nuvem

azul ou branca,

pedir ao Senhor,

que leve para

o céu aqueles que não merecem

viver na terra.

Faça, Senhor, reinar a paz

e a concórdia entre

aqueles cujos beijos e abraços

são verdadeiros,

e injusto que figurem,

nas listas da necrologia,

provocadas pelos que não

são chamados a partir,

 antes de se tornarem animais.

     Jorge C. Chora

          24/12/2025

sábado, 20 de dezembro de 2025

QUEM OS NÃO TEM?

 


Há quem não tenha ciúmes

e finja senti-los, mas há quem

os sinta e negue tê-los.

Os ciúmes são coisas do fado,

algo antigo,

dizem os modernos,

mas o facto, é que não hã amor

sem ciúmes, ainda que sejam

da terceira(o) ou quarta(o) namorada(o),

ao vê-la outros beijá-las,

e aí,

sentem-se os ciúmes a despertar!

              Jorge Chora

                20/12/2025

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

OS BOTÕES DA CAMISA E A OBRA

 

 

É uma obra apertar

os botões de uma camisa!

Como assim?

Se os botões não casam com as suas

respetivas casas,

a camisa fica torcida

e por mais toques

que se lhe dê fica sempre torta.

Pode esconder-se, a camisa,

com o casaco, mas ao mínimo descuido,

todos veem o defeito.

Numa obra, passa-se o mesmo.

Se há uma porta que dá para nenhures,

todos se apercebem,

a menos que a tornem numa obra de arte,

num quadro da Marilyn Monroe ou da Bruna Lombardi!

               Jorge C. Chora

               18/12/2025

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

 OS BONS DIAS DA ROSA

Colheu a rosa

vermelha e linda,

com mágoa

e um aperto no coração.

Deu-a à Madalena,

sua vizinha,

para honrar a sua

primeira presença, a seu convite,

no seu jardim.

Madalena aceitou-a emocionada,

 balbuciando um obrigado.

- Não gostou Madalena?

- Sim e aprecio o seu sacrifício

ao dar-me a mais bonita rosa do seu jardim!

Privou-se da sua joia e da minha também,

pois era primeira a dar-me os bons dias

logo pela manhã, ao vê-la.

Peço desculpa-disse- pegando na mão de Madalena e beijando-a.

- Fica convidada a entrar, sempre que por aqui passa,

pois tenho outra igual a essa, ali escondida, com uma condição.

- Qual? - perguntou curiosa

- Deixar-me beijar a sua mão e dar-lhe os bons dias.

            Jorge C. Chora

              16/12/2025

IMAGEM DE IA

Homem Beijar A Mão Da Mulher - Fotografias de stock e mais ...

sábado, 13 de dezembro de 2025

 

In´magem de Ia

 

OS DITOS CUJOS

 

Os ditos cujos,

cujos ditos,

mais não são

do que gritos a alertar,

para o mundo ser um só!

De doidos são classificados,

a sete chaves trancados,

e nem assim cessam de gritar:

o mundo é um só!

 

     Jorge C. Chora

      13/12/25

 



AZARES ACONTECEM!

 

AZARES ACONTECEM!

 Na ida para casa, à tardinha, Barrela, um homem pouco recomendável, encontrou uma pessoa caída no passeio. Olhou em redor e tornou a olhar. Assegurou-se de que não havia ninguém por perto.

Observou atentamente o homem. Não dava sinais de vida. Na mão tinha um telemóvel e ao lado, um recipiente de detergente.

Barreira esfregou as mãos. De uma vezada conseguia um telemóvel e um detergente de graça.

Muito devagar, não fosse o homem dar conta, foi-lhe tirando o telemóvel da mão. Não sentiu a mínima resistência. A seguir, apoderou-se do recipiente e levou-o para casa.

Ao chegar a casa, com múltiplas tarefas para executar, lembrou-se de que tinha a máquina da roupa repleta de vestuário da semana. Decidiu começar pela lavagem das peças, principalmente camisas, pois queria de colocá-las a secar, devido ao bom tempo que fazia.

Despejou uma boa dose do detergente e foi tratar dos outros assuntos que tinha de tratar.

Enquanto a máquina trabalhava, decidiu ir ao bar perto de sua casa

e beber uma cerveja ao balcão. Ao olhar para o lado ouviu distanciado dois ou três lugares, um homem a queixar-se:

- Bebi uns copos a mais, tinha ido buscar ácido sulfúrico para a oficina, estatelei-me no passeio enquanto falava ao telemóvel e perdi os sentidos. Quando acordei, tinham-me roubado o telemóvel e o ácido!

 Barrela estremeceu. Afinal o homem não estava morto! que história seria aquela do ácido?  - questionou-se.

No burburinho típico do um bar, ouviu-se tocar uma corneta. Era o toque do telemóvel do mecânico.

Identificada a proveniência do toque, o mecânico levantou-se, verificou ser o seu telemóvel pelos primeiros números gravados,

Levantou-o pelos colarinhos e esmurrou-o.

Barrela fugiu a sete pés e a primeira coisa que fez foi verificar a roupa que acabara de ser lavada: não havia uma única camisa que não estivesse esburacada!

JORGE C. Chora

13/12/2025

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

AMÉLIA E A CHUVA


Ao pressentir a chuva,

Amélia transbordava de alegria.

Corria em busca

dos seus vasos de plantas,

 sequiosos d’agua

e colocava-os à sua porta.

Abriam-se as pétalas à benfazeja chuva

e Amélia ria até às lágrimas,

logo lavadas pela sua irmã chuva.

Despia-se no pátio interior,

tomava banho ao luar,

lavando a sua farta cabeleira,

oferecendo-se toda nua,

à carícia bem-vinda

da água gelada da chuva.

Demorava-se,

livrando-se da sujidade

do corpo e da alma.

Mas o melhor de tudo,

era não ter de ir buscar água

à longínqua fonte,

vergada ao peso das grandes bilhas de barro.

Há meses que a água lhe tinha sido cortada:

o dinheiro não chegava para tudo.

                 Jorge C. Chora

                 11/12/2025

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

EU DISSE?


 

Quem diz

e desdiz

o que disse,

das duas uma:

ou finge não saber o que diz,

para escapar às consequências,

ou não sabe mesmo o que diz,

e é um tolo a desdizer

o que disse,

sem sequer se aperceber,

aquilo que é!

      Jorge C. Chora

         10/12/2025

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

VAE VICTIS

 

Tratados de” paz”?

Em que as chefias de governos

que cometeram chacinas

e crimes de guerra,

por todo o mundo visto e testemunhado,

em vez de serem capturados,

 julgados e condenados,

ainda têm o descaramento

de impor condições leoninas?

É caso para chorar e lamentar

que o mundo continue assim!

         Jorge C. Chora  

          9/12/2025

sábado, 6 de dezembro de 2025

DE CÓCORAS NA SALA DO CHEFE


 

Só se entrava de óculos escuros,

na sala do grande chefe,

tal era o brilho dourado dos galões dos almirantes,

generais e outros que tais,

apertados e de cócoras,

pois só assim cabiam na gigantesca sala,

tornada tão minúscula para tantos vassalos de Putin.

Num silêncio sepulcral, arenga um Putin enlouquecido,

a necessidade imperiosa de assassinar,

fosse quem fosse: bebés e respetivas mães,

mulheres, jovens e velhos, destruir hospitais, infantários,

escolas e universidades, lares de idosos, prédios de habitação

sem se esquecerem de a atingir estes alvos, meia hora depois, quando

fossem socorridos, para causar mais vítimas.

Parou ofegante e tornou à carga: não se esqueçam das centrais elétricas, indispensáveis para os matar de frio e de fome e de tudo o que se lembrarem!

E a cada alvo mencionado, os generais, almirantes e outros que tais

respondiam: batendo no peito, e em uníssono gritavam: sim chefe, sim chefe, sim chefe, sim chefe…

E de tanto bajularem o chefe na incómoda posição de cócoras, o ambiente tornou-se infecto e o chefe dos chefes, reclamou: matem o inimigo e não a mim!

- Sentido!  tirem as rolhas do equipamento e enfiem-nas no devido lugar! - e num movimento ordeiro de generais, almirantes e outros que tais, enfiaram no sítio ordenado, as rolhas que tinham no seu equipamento, como cordeirinhos obedientes e sem alma de guerreiros.

   Jorge Chora

   6/12/2025

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

 

 

O ABRAÇO DO TEU OLHAR

O teu olhar

 é um abraço,

no qual descanso

e sem ele não passo.

 

Também te abraço

quando te olho,

oxalá o sintas,

como eu o teu sinto.

 

O meu é paixão,

vontade de te ter

nos meus braços,

beijar-te os olhos

e afagar-te os lábios.

    Jorge C. Chora

      4/2/2025

 IMAGEM DE IA



terça-feira, 2 de dezembro de 2025

A CULPA FOI DO VENTO


Ideias sem raízes,

levam-nas as brisas

e não se cultivam,

nem na terra,

nem em lugar nenhum.

Só aos falsos mágicos,

pelas cabeças lhes passam,

culpabilizar os ventos de as fazerem fracassar!

        Jorge C. Chora

          2/11/2025