sábado, 13 de dezembro de 2025

AZARES ACONTECEM!

 

AZARES ACONTECEM!

 Na ida para casa, à tardinha, Barrela, um homem pouco recomendável, encontrou uma pessoa caída no passeio. Olhou em redor e tornou a olhar. Assegurou-se de que não havia ninguém por perto.

Observou atentamente o homem. Não dava sinais de vida. Na mão tinha um telemóvel e ao lado, um recipiente de detergente.

Barreira esfregou as mãos. De uma vezada conseguia um telemóvel e um detergente de graça.

Muito devagar, não fosse o homem dar conta, foi-lhe tirando o telemóvel da mão. Não sentiu a mínima resistência. A seguir, apoderou-se do recipiente e levou-o para casa.

Ao chegar a casa, com múltiplas tarefas para executar, lembrou-se de que tinha a máquina da roupa repleta de vestuário da semana. Decidiu começar pela lavagem das peças, principalmente camisas, pois queria de colocá-las a secar, devido ao bom tempo que fazia.

Despejou uma boa dose do detergente e foi tratar dos outros assuntos que tinha de tratar.

Enquanto a máquina trabalhava, decidiu ir ao bar perto de sua casa

e beber uma cerveja ao balcão. Ao olhar para o lado ouviu distanciado dois ou três lugares, um homem a queixar-se:

- Bebi uns copos a mais, tinha ido buscar ácido sulfúrico para a oficina, estatelei-me no passeio enquanto falava ao telemóvel e perdi os sentidos. Quando acordei, tinham-me roubado o telemóvel e o ácido!

 Barrela estremeceu. Afinal o homem não estava morto! que história seria aquela do ácido?  - questionou-se.

No burburinho típico do um bar, ouviu-se tocar uma corneta. Era o toque do telemóvel do mecânico.

Identificada a proveniência do toque, o mecânico levantou-se, verificou ser o seu telemóvel pelos primeiros números gravados,

Levantou-o pelos colarinhos e esmurrou-o.

Barrela fugiu a sete pés e a primeira coisa que fez foi verificar a roupa que acabara de ser lavada: não havia uma única camisa que não estivesse esburacada!

JORGE C. Chora

13/12/2025

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