sábado, 6 de dezembro de 2025

DE CÓCORAS NA SALA DO CHEFE


 

Só se entrava de óculos escuros,

na sala do grande chefe,

tal era o brilho dourado dos galões dos almirantes,

generais e outros que tais,

apertados e de cócoras,

pois só assim cabiam na gigantesca sala,

tornada tão minúscula para tantos vassalos de Putin.

Num silêncio sepulcral, arenga um Putin enlouquecido,

a necessidade imperiosa de assassinar,

fosse quem fosse: bebés e respetivas mães,

mulheres, jovens e velhos, destruir hospitais, infantários,

escolas e universidades, lares de idosos, prédios de habitação

sem se esquecerem de a atingir estes alvos, meia hora depois, quando

fossem socorridos, para causar mais vítimas.

Parou ofegante e tornou à carga: não se esqueçam das centrais elétricas, indispensáveis para os matar de frio e de fome e de tudo o que se lembrarem!

E a cada alvo mencionado, os generais, almirantes e outros que tais

respondiam: batendo no peito, e em uníssono gritavam: sim chefe, sim chefe, sim chefe, sim chefe…

E de tanto bajularem o chefe na incómoda posição de cócoras, o ambiente tornou-se infecto e o chefe dos chefes, reclamou: matem o inimigo e não a mim!

- Sentido!  tirem as rolhas do equipamento e enfiem-nas no devido lugar! - e num movimento ordeiro de generais, almirantes e outros que tais, enfiaram no sítio ordenado, as rolhas que tinham no seu equipamento, como cordeirinhos obedientes e sem alma de guerreiros.

   Jorge Chora

   6/12/2025

Sem comentários:

Enviar um comentário