Só se entrava
de óculos escuros,
na sala do grande
chefe,
tal era o brilho
dourado dos galões dos almirantes,
generais e
outros que tais,
apertados e
de cócoras,
pois só
assim cabiam na gigantesca sala,
tornada tão
minúscula para tantos vassalos de Putin.
Num silêncio
sepulcral, arenga um Putin enlouquecido,
a
necessidade imperiosa de assassinar,
fosse quem
fosse: bebés e respetivas mães,
mulheres,
jovens e velhos, destruir hospitais, infantários,
escolas e
universidades, lares de idosos, prédios de habitação
sem se
esquecerem de a atingir estes alvos, meia hora depois, quando
fossem
socorridos, para causar mais vítimas.
Parou
ofegante e tornou à carga: não se esqueçam das centrais elétricas, indispensáveis
para os matar de frio e de fome e de tudo o que se lembrarem!
E a cada
alvo mencionado, os generais, almirantes e outros que tais
respondiam:
batendo no peito, e em uníssono gritavam: sim chefe, sim chefe, sim chefe, sim
chefe…
E de tanto
bajularem o chefe na incómoda posição de cócoras, o ambiente tornou-se infecto
e o chefe dos chefes, reclamou: matem o inimigo e não a mim!
- Sentido!
tirem as rolhas do equipamento e
enfiem-nas no devido lugar! - e num movimento ordeiro de generais, almirantes e
outros que tais, enfiaram no sítio ordenado, as rolhas que tinham no seu
equipamento, como cordeirinhos obedientes e sem alma de guerreiros.
Jorge Chora
6/12/2025

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