Há amigos e amigos:
uns são da onça
e outros não.
Tenho agora um,
tão preocupado comigo
e com a minha
saúde,
faça sol ou faça chuva,
está colado ao meu peito.
Acorda-me a horas impróprias,
alerta-me em frente seja de quem for,
independentemente de eu discordar
dos seus avisos fora d’horas,
tudo a propósito dos cuidados
excessivos para comigo.
Assemelhando-se, de facto,
a um amigo do peito
e nem nome de gente tem,
pois é um mero sensor,
amante da censura,
a bem da minha saúde permanente.
Jorge C.
Chora
22/9/2026

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