terça-feira, 22 de setembro de 2026

UM AMIGO DO PEITO

 


Há amigos e amigos:

uns são da onça

e outros não.

Tenho agora um,

tão preocupado comigo

 e com a minha saúde,

faça sol ou faça chuva,

está colado ao meu peito.

Acorda-me a horas impróprias,

alerta-me em frente seja de quem for,

independentemente de eu discordar

dos seus avisos fora d’horas,

tudo a propósito dos cuidados

excessivos para comigo.

Assemelhando-se, de facto,

a um amigo do peito

e nem nome de gente tem,

pois é um mero sensor,

amante da censura,

a bem da minha saúde permanente.

      Jorge C. Chora

         22/9/2026

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