terça-feira, 18 de agosto de 2026

 AS CARTA D’AGORA

    E AS D’OUTRORA

As cartas d’outrora

vinham perfumadas:

se cheiravam a rosas

eram as d’Aurora,

a lúcia lima as da Joana,

a violetas as da Lena.

Já não há cartas dessas.

Todas fedem.

Nenhuma é simpática

ou portadora de boas novas!

Todas exigem dinheiro,

Da luz, da água, gás,

condomínios, telefone,

oficinas, reparações,

seguros…

Mas as piores, ainda mais

malcheirosas do que

as anteriores todas juntas,

são as das multas!

  Jorge C. Chora

     18/10/2026 

AS CARTA D’AGORA

    E AS D’OUTRORA

As cartas d’outrora

vinham perfumadas:

se cheiravam a rosas

eram as d’Aurora,

a lúcia lima as da Joana,

a violetas as da Lena.

Já não há cartas dessas.

Todas fedem.

Nenhuma é simpática

ou portadora de boas novas!

Todas exigem dinheiro,

Da luz, da água, gás,

condomínios, telefone,

oficinas, reparações,

seguros…

Mas as piores, ainda mais

malcheirosas do que 

as anteriores todas juntas,

são as das multas!

  Jorge C. Chora 

     18/10/2026 



terça-feira, 11 de agosto de 2026

SUBIR

 


Querer subir

é desejar

mais longe chegar,

sem pisar

ou ninguém enganar.

É justo ambicionar

a vida melhorar,

e para isso lutar,

estudar e o futuro preparar.

Subir sem prévia preparação,

é trepar uma escada

sem estar escorada,

é tombo assegurado,

fracasso garantido

e totalmente merecido!

 

Jorge C. Chora

 11/8/2026

domingo, 2 de agosto de 2026

A TRISTEZA PODE SER

 


 

Um mergulho sem regresso,

um enfado continuo pela vida,

pela ausência de alegria

e de uma existência sem humor,

ou simplesmente, por falta de interlocutor!

          Jorge C. Chora

              2/8/2026

AS AÇUCENAS DESTA VIDA

 

                                          

                                                      Imagem de Ia- Mulher Antifascista,


São belas,

ninguém lhe pode retirar,

a graciosidade e a elegância,

e o quanto enfeitam o local

onde colocadas estão,

seja numa jarra de cristal,

num centro de mesa ou no Jardim.

São tal e qual alguns seres humanos,

ao longe, enfeites de um paraíso terreal,

mas ao pé, livre-nos Senhor do seu fedor,

tal e qual o das açucenas,

quando ao pé delas chegamos,

com a diferença de que aquelas cheiram mal

e as bonecas(os) nos infetam com as suas ideais

desumanos, promotores da eugenia

e defensores do indefensável!

 

             Jorge C. Chora

                 2/8/2026


domingo, 26 de julho de 2026

O TROCA-TINTAS OU O FILHO DE UM COMBOIO DE BARREGÃS

 

                O TROCA-TINTAS

                             OU

O FILHO DE UM COMBOIO DE BARREGÃS

 

Era tido como boa pessoa,

um pouco trapalhão,

sem mais nenhum senão.

A florista adora-o,

o tasqueiro também.

Todos lhe diziam amém,

mas sabiam não ser tolo,

mas só um pouco aldrabão.

Vendeu-lhe a florista uma rosa,

a mais fresca e viçosa,

e preparou-lhe um ramo catita,

enfeitado com uma bonita fita,

por uma quantia bem barata.

Deu-lhe o Troca-Tintas dois euros e meio,

recebeu a dádiva com a mão direita,

estendendo a esquerda à espera de troco.

- Fiz-lhe um preço especial e quer troco?

- Sim, dei-lhe vinte, portanto…

Não acabou a frase o Troca-Tintas,

levou com o ramo nas fuças

e o aplauso do tasqueiro,

pois percebeu que Troca-Tintas,

recebia sempre troco das taças,

de cinquenta cêntimos,

dizendo ter dado um euro.

A partir desse momento,

todos chamaram ao Troca-Tintas,

filho de um comboio de barregãs!

 

           Jorge C. Chora

             26/7/2026

quarta-feira, 22 de julho de 2026

MEMÓRIA E ESQUECIMENTO

 


Há quem se queira lembrar

e esqueça, por mais empenho

e esforço colocado na tarefa,

mas também há quem se lembre

 e finja ter esquecido,

pois não lhes convêm recordar,

o pouco conveniente em reavivar

a memória do acontecido.

          Jorge C. Chora

              22/7/2026

terça-feira, 21 de julho de 2026

A DIVINA

 

         

Em silêncio a olho,

com respeito,

a contemplo, a admiro;

a vejo à transparência,

desnudo a sua alma

nua e pura,

a sua silhueta,

e a sua pele,

de seda feita.

Em silêncio permaneço,

incapaz de uma só palavra pronunciar

e o silêncio sagrado romper,

limitando-me a inspirar

o aroma proveniente da sua

divina púbis e dos seus celestiais seios.

Laudater Dominus pro opera sua!

Jorge C. Chora

  21/7/2026