Bandos de andorinhas
andam num vai e vem frenético,
de cá para lá e vice-versa,
em busca da primavera,
mas não encontram os sinais
desejados.
Rajadas de ventos,
tempestades e chuvas
intermináveis, recebem-nas,
e afugentam-nas,
para as bandas donde vieram.
Ansiosas por construírem os seus ninhos
e da pacatez tradicional,
estranham os telhados voadores,
o desmoronar de casas,
as inundações dos campos,
a escassez de comida,
as nuvens de infectos voadores,
varridas para outra bandas.
E vão e voltam na esperança
de que algo se altere,
mas até ao momento,
veem goradas as expectativas,
e continuam no seu vai e vem desesperado,
à espera do bom tempo
e do apaziguamento
das tempestades,
tal como nós.
esperando o fim do tormento.
E a primavera chegou
e as andorinhas ainda
não vieram!
Jorge C. Chora

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