Ressoam tambores iniciando,
não o
princípio de festejos,
mas anunciando
a cada batida,
cem mortes,
e a cada
silvo,
outros tantos
e infindáveis,
fins de
vida.
Em vez de
festas,
assiste o
mundo,
ao roubo de
terras,
empapadas em
sangue,
que anexam,
sem nunca
terem sido suas,
conjuntamente
com as riquezas
nelas contidas,
sejam
minerais raros, petróleo
ou
simplesmente,
pelas suas
localizações estratégicas.
Se por cada
morte,
cinicamente,
enviassem um
ramo de flores,
não haveria
jardins ou estufas suficientes,
para satisfazer
a procura,
face às chacinas.
Jorge C. Chora
11/3/2026

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