O Bentley
parava religiosamente às dez horas em frente ao café.
O motorista
abria a porta a uma mulher alta, com um olhar semelhante à da Anne Hathaway e
uma figura tão bonita como a da Bruna Lombardi.
Logo a
seguir saía um homem, com ar distinto, a quem a mulher dava o braço.
O curioso é
que o homem que a acompanhava diariamente, nunca era o mesmo.
Os
frequentadores do café assistiam intrigados àquela troca de cavalheiros.
--O que se
passava afinal? Seria dona de um harém?
O casal,
sentado à mesa, mal tinha trocado uma palavra quando o cavalheiro se esquivou de
um copo, atirado contra ele pela bela que o acompanhava. Se não fosse a sua
perícia a evitar o arremesso, teria sido atingido na cabeça.
Ele sorriu e
impávido, tomaram o pequeno-almoço. Mal acabaram de comer, dirigiram-se para o
carro, o cavalheiro abriu-lhe a porta, disse-lhe adeus e partiu.
Estava explicado
o vai e vem dos cavalheiros.
O que
ninguém soube, é se os outros tiveram tanta sorte como este em desviarem-se dos
arremessos.
Jorge C.
Chora
19/3/2026

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