Ao olhar-me,
vê-se refletida
nos meus olhos,
não como é,
mas em forma de
duas rosas em cada pupila.
Não estranha que eu colha
o seu aroma, no seu pescoço,
lhe sussurre aos seus ouvidos
o quanto gosto do seu perfume
e lhe confesse, ao alcançar
os seus seios e umbigo,
ser envolvido por um, ainda
mais doce aroma a rosa mosqueta.
À medida que alcanço a sua fonte pilosa
e a sua divina porta do paraíso,
suportado por dois maravilhosos
pináculos, liberto-a
das pudicas pétalas que a revestem,
e logo em voz trémula e sumida,
me confessa e suplica:
- É agora!
Jorge C. Chora
18/4/2026

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