domingo, 12 de abril de 2026

MANUAL PARA OS DIRIGENTES CIVIS E MILITARES DO SÉCULO XXI

 

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Perante a inversão de valores e da ética, implementada atualmente pelos altos dirigente mundiais, impõe-se relançar novas estratégias de comando e direção, embora também se recorram às clássicas.

Começaremos pela mais clássica:

1- “ Se vis pacem, para bellu”

Se queres paz, prepara-te para guerra

                     Vegetius- séc IV

 

 2-Quando se propõem tréguas, aproveita-se para reforçar argumentos,

estratégias e armamento, para ganhar as batalhas após o fim das tréguas,

ou inventa-se um motivo para atacar durante as mesmas e apanhar o inimigo                 desprevenido.

3-Inventar motivos para iniciar um conflito e ir mudando se eles não forem bem aceites pela opinião pública.

4-Negar, negar sempre as acusações por mais justas que elas sejam.

5- Dizer e desdizer o que se disse e tornar a dizer o mesmo, sempre que conveniente.

6-Provocar o maior número de vítimas civis, principalmente crianças e mulheres, por drones, à bala ou por mísseis e afirmar que se visavam estritamente alvos militares, ainda que essas estejam a centenas de quilómetros.

7- Não aceitar a supervisão de instituições internacionais, como forma de fugir à justiça.

8-Aproveitar as democracias para eleger quem com elas discorda, com o objetivo de as destruir e escapar às suas regras e instituições, nomeando quem querem e lhes apetece e lhe obedeça caninamente, para poderem ser demitidos de imediato, como lacaios que são, caso não façam o que lhes mandam.

9- Ser infiel a tratados e leis internacionais que exijam respeito pelas fronteiras e direitos humanos.

10-Afrouxar e acabar com toda e qualquer medida que obrigue a apoiar o direito à igualdade de tratamento na doença, entre pobres e ricos.

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11-Considerar direito divino despedir quem querem e lhes apetece, porque discordam de trabalhar horas a mais sem serem pagos. Considerar o trabalho como um privilégio.

 12-Utilizar as forças militares ou civis a seu belo prazer, considerando-as suas e não da nação e demiti-los quando discordam contra os abusos e injustiças.

13-Trair os aliados e repreendê-los quando não são por eles ajudados a violar as leis universais.

14-Qualquer dirigente deve considerar-se superior ao seu adversário e estar acima de qualquer lei.

15-Todo o vencedor está convicto de que nunca será julgado pelos crimes cometidos, pelo que pode continuar a sua ação impunemente.

16-Seguir o exemplo de Brennus, o gaulês, ao saquear Roma, e perante os protestos dos vencidos exclamou:

“VAE VICTIS”

 Ai dos Vencidos

Um aconselhar ao regresso dos piores exemplos do passado.

Oxalá Portugal nunca siga esta cartilha de latrocínio descarado, muito menos a sua filosofia destrutiva, desumana,e desrespeitadora dos direitos humanos.

 

Jorge C. Chora

12/4/2026

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