Batizam-nas sem consulta prévia,
com nomes de santas,
vaticinando-lhes um futuro de entrega,
quiçá a Deus ou ao martírio.
Podem as vítimas espernear à vontade,
porque pelo menos à nascença,
são e serão santas.
Depois, ah! depois, isso é outra história.
Tornam-se belas e pernudas,
de nádegas a chispar,
de seios e corpos dourados,
renegam os ícones bizantinos,
como por exemplo as Marias do Socorro,
cujos pecados são abençoados,
antecipadamente perdoados,
e verdadeiramente dignos de serem venerados.
Entre milhares de Marias com nomes de santas,
em Portugal e milhões no Brasil,
umas serão santas outras felizmente não.
Jorge C. Chora
1/4/2026

Sem comentários:
Enviar um comentário