Gustavo andava
perdido
por uma
mulher da vida.
De todos Sofia
tinha sido,
a troco de
dinheiro e nunca de amor.
Os fados por
Gustavo cantados,
refletiam a
mágoa dela não ser sua
e quando ela
o ouvia cantar,
enviava-lhe
beijinhos entusiasmados
e
papelinhos,
com convites
disfarçados,
e locais por
ela designados,
para
encontros,
várias vezes
prometidos e por si ansiados.
Convenceu-se
de que ela ainda seria só sua,
seduzida
pelo amor por si demonstrado.
No dia aprazado,
de burel e lenço ao pescoço,
compareceu no
local marcado,
sítio esconso
e fedorento,
num recanto da Mouraria,
onde ela
atendia um cliente e à espera tinha outros três,
indicando-lhe
uma caixa e dizendo-lhe.
--Põe aí o
dinheiro que não tarda chega a tua vez!
Jorge C. Chora
11/4/2026

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