quinta-feira, 9 de abril de 2026

MIA PÉ-DE-VENTO

 

NÃO LEIA SE FOR PUDICA(O)

 

MIA PÉ-DE-VENTO

Mia Pé -de -Vento,

era linda e assertiva.

Oligarcas e ditadores detestava,

assim como os seus métodos

acéfalos, baseados em generalizações

abusivas e “no que não- disse- o que afinal disse,

e logo depois disse ter dito”.

Os namorados escapavam-se entre os dedos,

fazendo-a sofrer.

Um dia conheceu Bia.

Ela era bela, de estilo andrógina:

cabelo à escovinha, seios pequenos, delgada

e tão alta como ela e com algumas nódoas negras.

Perguntou-lhe:

-- Foi agredida? Precisa de ser tratada? -Sou médica e posso fazê-lo.

Bia sorriu-lhe e disse:

-- Muito obrigado. Elas resultam dos combates de treino.

O gelo trata-as- e de seguida- apresentou-se como engenheira agrónoma.

Palavra puxa palavra ambas concluíram

não terem namorado há uns anos e as razões para tal facto.

Bia era tão direta como Mia.

--Para além do meu aspeto masculino, ainda tenho outro problema- o de ter

algo com tamanho grande que lhes lembra um pénis.

Bia riu-se e exclamou:

--Exatamente o que me falta! Mostras-me?

Bia corou, mas acabou por mostrar-lhe, ainda que envergonhada, na casa de banho do restaurante onde estavam.

Mia adorou, ajoelhou-se e proporcionou-lhe o que ambas precisavam há anos.

Ainda hoje vivem juntas e felizes.

          Jorge C. Chora 

              9/4/2026

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