quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

NAMORAR


Namorar é um presente recíproco usufruído por seres que se gostam.

 Jorge C. Chora

14/1/19


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

BEIJOS NO DIA DOS NAMORADOS



 Na palma da mão
guardo um beijo
para dar às amigas
que adoram namorar
e querem continuar.
À minha namorada,
tenham dó,
não sopro nenhum,
dou-lhos com todo o prazer,
e prontifico-me a repeti-los
tantas vezes, quantas ela quiser. 

Jorge C. Chora 

  13/1/19



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O CAVALO A GASOLINA




Abriu os olhos de espanto ao ver um grande cavalo surgir do saco. Vasculhava com a avó os brinquedos que eram do mano Kiko.
Caetana, a minha neta, ao vê-lo, alçou a perna e montou-o. O pai disse-lhe:
-Esse cavalo anda… -E não teve tempo de dizer mais nada.
Caetana, cavalgando, e como ele não andasse de imediato, exclamou:
-Ele não tem gasolina!
-Calma! E o pai explicou-lhe o balanço que ela deveria dar para que ele andasse.
Andando confirmou:
-Tens razão, ele anda sem gasolina!
 E a minha pequena cavaleira, prosseguiu na sua cavalgada, perante o sorriso do irmão.

Jorge C. Chora
11/01/19



domingo, 10 de fevereiro de 2019

O FADO DO FARRONCAS



Passa a vida a farroncar,
queixa-se por tudo e por nada,
diz que Deus nada lhe deu,
esquece-se da manha com que nasceu,
e nisso tem razão,
foi o demo que lha deu,
limitou-se a amadurecê-la.

O Farroncas passa a vida a farroncar,
nem a perna levanta,
espera que alguém o faça por ele
e em vez de lhe pagar,
ainda lhe cobra o favor.

Assim vive o Farroncas
a lamentar-se,
diz que Deus nada lhe deu,
trabalhar não é com ele,
vive de compadrios e empréstimos
chorudos, que alguém tem de pagar.

Não te rias meu amigo,
que és tu que levantas a perna,
e ainda lhe tens de pagar
 o empréstimo
que nunca te concederam,
 mas Farroncas usufruiu,
enquanto se queixa que
Deus nada lhe deu.

Jorge C. Chora

10/01/19

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

A AMIZADE




A amizade murcha,
se votada ao descaso.
Regue-a,
aprofunde-a,
ela criará raízes
e vai vê-la florescer,
 dar-lhe motivos
 de alegria,
resistirá até a tempestades:
abandone-a
e vê-la-á estiolar
e morrer:
perderá um ombro,
uma voz de reforço
e de partilha sincera dos
bons e maus momentos.

Jorge C. Chora
7/1/19


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

ALFAMA




Sopra em Alfama
um vento d'outro mundo,
transportando no seu seio,
cantigas d’antanho,
amores passados
e outros que hão de vir,
envoltos em vinho e poesia,
banhados em alcaçarias
e dessedentados em pipas e chafarizes,
cantados ao Tejo,
em versos e fados,
alguns já guardados,
em memórias que de Lisboa são.

Jorge C. Chora

5/02/19

domingo, 3 de fevereiro de 2019

O BAILADO DO TEU OLHAR



Tenho saudades
do que ainda tenho,
de ver teus olhos
por mim bailarem,
sentirem amor sem uma
só palavra dizerem.
Mas que estranho é,
ter saudades
daquilo que ainda tenho,
só de pensar que
um dia deixo de ver,
teus olhos
por mim bailarem
sem precisarem
de uma só palavra de amor dizerem.

Jorge C. Chora
    3/01/19