Os lábios são favos de mel,
devorados em
lua de mel,
doces como água-mel,
bebedeira de
hidromel,
casa de
desejos sem quartel,
sonho
memorável e inesquecível,
experiência
diariamente repetível!
JORGE C.
CHORA
11/1/2023
Os lábios são favos de mel,
devorados em
lua de mel,
doces como água-mel,
bebedeira de
hidromel,
casa de
desejos sem quartel,
sonho
memorável e inesquecível,
experiência
diariamente repetível!
JORGE C.
CHORA
11/1/2023
Se segredos tens
e os queres manter,
evita contá-los
a alguém,
porque o
pedido de “não contes
a ninguém”, mil
vezes será repetido,
sempre que a
alguém o segredo
aos amigos e
amigos dos amigos será solicitado.
JORGE C. CHORA
9/1/2023
Perguntaram
a um velho pescador,
por acaso,
também um velho professor:
-Ó tu que
tanto sabes, quantos peixes
há no mar?
-
Sinceramente não sei, talvez haja
quem saiba calcular, mas eu só sei
quantas
sereias havia…
-Como assim?
- A última
sereia pesquei-a eu e tenho-a
em casa. É a
mãe dos meus filhos e nunca
mais quis
voltar ao mar, embora saiba nadar!
JORGE C. CHORA
8/1/2023
Quando em
botão, a rosa é misteriosa.
Se amarela, lembrará
a primavera?
Se vermelha,
despertará a paixão?
Ou branca
como o luar de agosto?
E um dia
abre-se, e o mistério
desparece,
mas fica o encanto,
o usufruto
do aroma e da plena cor,
de apreciarmos
e colhermos a sua maciez,
com
delicadeza e reverência,
porque de
contrário, os espinhos,
defendem-na
e mostram-nos que a rosa,
em botão ou
aberta,
é e será
sempre uma rosa.
Jorge C. Chora
7/1/2023
Adoro
beijar-te,
mas fico a
pensar
não teres
prazer
em os
receber,
tão raros
são
os que me
dás.
Dizes gostar
de mos dar
enquanto durmo
e agora
queixas-te
que passo o
tempo
a fingir
estar a dormir!
Jorge C. Chora
5/1/2023
Quando dizes
não me amar,
sinto
estares só a provocar.
Se acaso fosse
verdade
esse desamor
confessado,
ao meu
ouvido sussurrado,
não me
sentiria tão espicaçado
em fazer-me
por ti desejado,
quanto te
sinto por mim atraída
e me mentes
para ser compensada!
Jorge C. Chora
3/1/2023
Poupou
dinheiro durante meses e quando viu o blusão que queria, apressou-se a
comprá-lo. Como era cedo para regressar a casa, deu uma volta pelo centro e
sentou-se num banco corrido, ao lado doutros clientes. Pousou o saco com a
compra ao seu lado e ficou a contemplar o movimento.
Na hora de
se ir embora pegou na sua compra, mas achou a embalagem mais leve. O saco era
igual. Abriu-o e qual não foi a sua surpresa ao verificar que em vez do blusão,
havia panos de cozinha velhos e rotos.
Tinham-lhe
trocado o saco por outro o igual, mas com conteúdo diferente.
Percorreu o centro comercial de lés a lés para
ver se encontrava quem levasse um saco idêntico. Nada. A tremoia tinha sido bem
feita.
Furioso
decidiu replicar o golpe. Trouxe de casa outro saco, repleto de cuecas velhas e
meias rotas e pousou-o a seu lado.
Não demorou
muito até que uma bela senhora, bem vestida e melhor perfumada, se sentasse a
seu lado e colocasse ao lado o saco com as compras que fizera.
Levantou-se
e de modo calmo levou-lhe o saco, deixando o seu. Na primeira oportunidade
espreitou o conteúdo: eram objetos de natureza muito íntima!
Desiludido
resolveu devolver o saco à senhora, pedindo desculpa pela troca. Ela continuava
no mesmo sítio e nem dera pelo desaparecimento das suas compras.
- A senhora
desculpe-me, mas levei-lhe as suas compras em vez das minhas…
A senhora
olhou-o com atenção e um pouco corada disse-lhe:
-Não são
minhas…
- Olhe que
são… - e ato contínuo, abriu o saco e retirou um dos objetos…
Ao lado, uma
jovem na casa dos vinte, que presenciara a cena, apressou-se a intervir:
- Muito
obrigado, o saco é meu…
E mal o
jovem virou as costas, a rapariga deu a mão à senhora, pousou-lhe o saco no
colo, deu-lhe dois beijos e disse-lhe:
- Ele já se
foi embora…
Jorge C.
Chora
1/1/2023