Mentir com
graça,
até pode ser
arte,
mas deixa de
o ser
e passa a
desgraça,
quando o mentiroso,
afirma ser
verdade,
a mentira
dita com arte.
Jorge C.
Chora
14/6/2025
Mentir com
graça,
até pode ser
arte,
mas deixa de
o ser
e passa a
desgraça,
quando o mentiroso,
afirma ser
verdade,
a mentira
dita com arte.
Jorge C.
Chora
14/6/2025
Sardinha no
pão,
manjerico n’outra
mão,
só resta o
beijo na boca
e não diga
que ela é louca!
Jorge C. Chora
13/6/2025
A DURA VIDA
DA MARIA CORRE-CORRE
NA VILA DA ERICEIRA
Maria
Corre-Corre
anda sempre
na lufa-lufa,
ora para
cima ora para baixo,
sempre sem
parar,
tentando
ganhar a vida,
trabalhando
em tudo o que aparece.
Só mercado
da Ericeira,
encontra refrigério:
repousa os olhos na beleza dos produtos expostos
e restabelece a sua temperatura corporal,
à custa dos arrepios,
provocados, pelos altos preços aí praticados;
escalda-se no inverno, enregela-se no verão.
O preço proibitivo da água na Ericeira,
pobre como é,
obriga-a a utilizar um estratagema para a poupar:
não usa calcinhas e aproveita os ventos locais,
para se refrescar,
e sem intenção ou maldade,
beneficia os menos remediados,
com o cheirinho do fiel amigo,
evitando terem de o comprar
ao preço que ele está!
Jorge C. Chora
9/10/2025
Despedida sem beijo
é flor sem
pétalas,
envelope sem
carta,
fogo
extinto,
retorno
interdito,
bilhete de
ida sem volta.
Jorge c. Chora
5/5/2025
Entre o ser
e o parecer
ser,
uma
distância parece haver.
Só à mulher
de César,
não bastava ser,
mas hoje,
tem-se como
certo,
que basta
parecer
para todos
jurarem ser,
quando nem
sempre é,
aquilo que
parece ser.
Jorge C. Chora
3/6/2025
É um favo de
mel,
não há uma
só palavra,
a dizer mal,
nenhuma a
saber a fel.
É oráculo e
fonte d’amor,
seus
conselhos são laços
doados a
quem se lhe doa,
paraíso
inigualável,
de mel,
sabor e amor.
Jorge C. Chora
2/6/2025
Desejo que
seja o último,
onde se
impedem as traquinices
próprias das
crianças,
os gritos de
alegria,
e as suas
cavalgadas imaginárias,
e se ponha
fim aos gritos lancinantes,
das crianças
chacinadas,
sob o olhar
alucinado de suas mães,
se acaso escaparam
aos assassinatos.
Ninguém
esquece as crianças,
de Gaza, da Ucrânia,
e não só.
Todos esperamos severo castigo,
a todos os
criminosos de guerra,
quiçá imposto
pelos próprios tribunais nacionais,
libertos das tutelas abusivas,
das tiranias e oligarquias,
que
silenciam a justiça e tentam branquear o genocídio,
levado a
cabo, em direto, à vista de todo o mundo.
Jorge C. Chora
1/6/2025