Malandro como ele, só ele próprio. Mentia tanto ou tão pouco que se convencia de que o que dizia era a pura verdade, quentinha, acabada de sair do forno e servida em salva de prata. Jurava por tudo e por nada. Dizia-se pobre e era rico e afirmava a pés juntos que se os amigos soubessem até iam pedir para lhe dar.
-Coitadinho! –exclamavam os ouvintes.
-Sou o mais humilde da minha rua… -lamuriava o ricalhaço.
-Ai se a falsidade matasse…
O malandro ria-se, contente com as suas petas e com o facto de ninguém as aceitar, comprazendo-se e valorizando-se pelos nãos.
Gabava-se da sua fealdade, coisa que ninguém desdizia por ser tão evidente, para logo de seguida, à boca cheia concluir:
-Mas nenhuma resiste ao meu enorme encanto secreto…não sei se me faço entender…neste caso tamanho é qualidade… -e esticava-se, mostrando um chumaço, um verdadeiro e quase ofensivo volume quase a rebentar-lhe as calças.
Ninguém se ria, contra factos não havia argumentos, resmungavam mas ninguém ousava dizer nem aí nem ui, perante a demonstração de virilidade do minorca, do malandro mor do bairro e das redondezas.
Ainda não acabara de se esticar e pavonear, quando a mulher, furiosa, lhe grita e o ameaça da janela:
-Anda cá trazer-me a cenoura que me roubaste! Todos os dias me roubas a maior e tu nem delas gostas!
-Não te apoquentes querida…foi para dar às pombinhas…
Jorge C. Chora
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
A Perfumada
Amélia pavoneava-se no meio das colegas, dando-lhes a cheirar o pulso e o pescoço enquanto comentava:
-Acho este perfume que hoje estou a usar delicioso. Talvez um tudo-nada forte de mais…
As colegas não se faziam rogadas e cheiravam-na, dilatando as narinas e aspirando profundamente as fragrâncias. Algumas referiam as notas florais e outras identificavam as madeiras específicas que ajudavam a formar o conjunto e a dar-lhe a individualidade.
Amélia sorvia a admiração das colegas, regozijava-se com a atenção que elas lhe davam. Elas eram unânimes em reconhecê-la como louca por perfumes e a única que fazia gala em usar todos os dias um diferente.
Estavam ainda de narizes no ar quando entrou na loja uma senhora ainda jovem que exclama ao ver Amélia:
-Olá! Hoje não consegui perfumar-me lá no supermercado. Cheguei tarde. Qual foi o perfume que disponibilizaram? Foi bom ou nem por isso?
No dia seguinte, quando Amélia passou pelo supermercado antes de ir para o trabalho, encontrou todas as colegas na fila da perfumaria, para experimentarem as amostras das demonstradoras.
A loja onde trabalhavam ficou conhecida como o jardim dos aromas.
Jorge C.Chora
-Acho este perfume que hoje estou a usar delicioso. Talvez um tudo-nada forte de mais…
As colegas não se faziam rogadas e cheiravam-na, dilatando as narinas e aspirando profundamente as fragrâncias. Algumas referiam as notas florais e outras identificavam as madeiras específicas que ajudavam a formar o conjunto e a dar-lhe a individualidade.
Amélia sorvia a admiração das colegas, regozijava-se com a atenção que elas lhe davam. Elas eram unânimes em reconhecê-la como louca por perfumes e a única que fazia gala em usar todos os dias um diferente.
Estavam ainda de narizes no ar quando entrou na loja uma senhora ainda jovem que exclama ao ver Amélia:
-Olá! Hoje não consegui perfumar-me lá no supermercado. Cheguei tarde. Qual foi o perfume que disponibilizaram? Foi bom ou nem por isso?
No dia seguinte, quando Amélia passou pelo supermercado antes de ir para o trabalho, encontrou todas as colegas na fila da perfumaria, para experimentarem as amostras das demonstradoras.
A loja onde trabalhavam ficou conhecida como o jardim dos aromas.
Jorge C.Chora
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A história de Tosse-Coff
Atiraram-no por cima do muro e caiu em cima da cadela Bá que alimentava cinco recém-nascidos. A cadela rosnou furiosa com a intromissão. No início não se apercebeu do que a tinha atingido. Ao ver um gato, o seu primeiro impulso foi o de o afastar das suas crias.
Quando o ia abocanhar notou que o gato era minúsculo e estava assustado. Não tinha ainda os olhos abertos. Ao sentir a aproximação do focinho, parecia um balão a deixar sair o ar: Pfff…pfff
Bá puxou o pequeno gato que tremia, aconchegou-o e colocou-o junto aos seus filhos, alimentando-o.
O tempo foi passando e o gato aprendeu a ladrar, ainda que de um modo bem estranho:
-Coff…coff…coff
Por muito que a mãe Bá se opusesse, a ninhada de cachorros chamava-o de Tosse-Coff.
Tosse-Coff não achava piada ao gozo dos irmãos de leite, muito menos quando lhe diziam que era parecido com um gato. Achava os ditos de um profundo mau gosto.
Um belo dia, a dona de Bá reparou na presença do gato e encheu-se de fúria ao ver que os cães não só não o perseguiam como ainda conviviam felizes com ele.
Expulsou-os todos de casa:
-Querem lá ver isto! Era o que me faltava! Fora…fora- e dava pontapés na Bá que ia protegendo como podia os filhos e o Tosse-Coff.
Do outro lado da rua estava D. Isabel que observava, espantada, o desenrolar da cena. Viu Tosse –Coff tomar a dianteira, colocar-se à frente de Bá e fazer frente às ameaças e agressões:
-Coff…coff… - e saltava, recuando logo de seguida, para logo saltar ao ataque, dando tempo a que Bá se afastasse em segurança.
Ao ouvir os gritos e acusações da agressora, logo percebeu o que se passava. Atravessou a rua e tentou acalmar a megera, sem qualquer sucesso:
-Leve-os para sua casa! Rua…rua…
D. Isabel sorriu, afastou-se um bocado, bateu na sua perna e disse:
-Anda Tosse-Coff, traz a tua família e vem para minha casa. São muito bem-vindos.
Jorge C. Chora
Quando o ia abocanhar notou que o gato era minúsculo e estava assustado. Não tinha ainda os olhos abertos. Ao sentir a aproximação do focinho, parecia um balão a deixar sair o ar: Pfff…pfff
Bá puxou o pequeno gato que tremia, aconchegou-o e colocou-o junto aos seus filhos, alimentando-o.
O tempo foi passando e o gato aprendeu a ladrar, ainda que de um modo bem estranho:
-Coff…coff…coff
Por muito que a mãe Bá se opusesse, a ninhada de cachorros chamava-o de Tosse-Coff.
Tosse-Coff não achava piada ao gozo dos irmãos de leite, muito menos quando lhe diziam que era parecido com um gato. Achava os ditos de um profundo mau gosto.
Um belo dia, a dona de Bá reparou na presença do gato e encheu-se de fúria ao ver que os cães não só não o perseguiam como ainda conviviam felizes com ele.
Expulsou-os todos de casa:
-Querem lá ver isto! Era o que me faltava! Fora…fora- e dava pontapés na Bá que ia protegendo como podia os filhos e o Tosse-Coff.
Do outro lado da rua estava D. Isabel que observava, espantada, o desenrolar da cena. Viu Tosse –Coff tomar a dianteira, colocar-se à frente de Bá e fazer frente às ameaças e agressões:
-Coff…coff… - e saltava, recuando logo de seguida, para logo saltar ao ataque, dando tempo a que Bá se afastasse em segurança.
Ao ouvir os gritos e acusações da agressora, logo percebeu o que se passava. Atravessou a rua e tentou acalmar a megera, sem qualquer sucesso:
-Leve-os para sua casa! Rua…rua…
D. Isabel sorriu, afastou-se um bocado, bateu na sua perna e disse:
-Anda Tosse-Coff, traz a tua família e vem para minha casa. São muito bem-vindos.
Jorge C. Chora
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Os "calduços"
Mal os primeiros roncos de motor se ouviam, as apostas desencadeavam-se:
-Cai ou não cai? Quem aposta no sim? E no não? – e o Ruço ia aceitando o dinheiro e anotando os respectivos apostadores.
O carro aproximava-se e as atenções de todos os jovens concentravam-se no buraco existente à frente da esplanada do café da vila. Esperavam e viam se a viatura conseguia evitá-lo ou se caía nele. A diversão há muito que existia e era um dos passatempos de Verão.
Uma espécie de soluços à mistura aliada a um arfar roufenho, colocou em alerta os jovens que se preparavam para as apostas.
-Ó malta, deve ser o ti`Afonso !- berrou o Ruço.
Uma carripana, progredindo aos solavancos, conduzida pelo velho Afonso, ao abeirar-se da cratera foi desviada por um grande grupo dos jovens presentes que lhe fez sinais para o desviar do perigo.
Um visitante estranhou o facto:
-Tantos a avisarem o senhor? Então as apostas?
-Se não o avisarmos, já sabemos… temos todos de nos pôr em fila para levarmos um “calduço”…
-Mas ele não sabe da existência do buraco?
-Saber sabe…mas esquece-se… - responderam os que estavam mais próximos.
-Mau…mas o que estranho é que vocês deixem que eles vos dê uns cascudos…
-É que ele é nosso parente…muito próximo…a maior parte de nós somos sobrinhos-netos e alguns… netos…
-Bom…mas nem todos são…eu, por exemplo, não lhe admitia! Virava-me…
-Estavas tramado…levavas cascudos de todos os netos e sobrinhos-netos.
Jorge C. Chora
-Cai ou não cai? Quem aposta no sim? E no não? – e o Ruço ia aceitando o dinheiro e anotando os respectivos apostadores.
O carro aproximava-se e as atenções de todos os jovens concentravam-se no buraco existente à frente da esplanada do café da vila. Esperavam e viam se a viatura conseguia evitá-lo ou se caía nele. A diversão há muito que existia e era um dos passatempos de Verão.
Uma espécie de soluços à mistura aliada a um arfar roufenho, colocou em alerta os jovens que se preparavam para as apostas.
-Ó malta, deve ser o ti`Afonso !- berrou o Ruço.
Uma carripana, progredindo aos solavancos, conduzida pelo velho Afonso, ao abeirar-se da cratera foi desviada por um grande grupo dos jovens presentes que lhe fez sinais para o desviar do perigo.
Um visitante estranhou o facto:
-Tantos a avisarem o senhor? Então as apostas?
-Se não o avisarmos, já sabemos… temos todos de nos pôr em fila para levarmos um “calduço”…
-Mas ele não sabe da existência do buraco?
-Saber sabe…mas esquece-se… - responderam os que estavam mais próximos.
-Mau…mas o que estranho é que vocês deixem que eles vos dê uns cascudos…
-É que ele é nosso parente…muito próximo…a maior parte de nós somos sobrinhos-netos e alguns… netos…
-Bom…mas nem todos são…eu, por exemplo, não lhe admitia! Virava-me…
-Estavas tramado…levavas cascudos de todos os netos e sobrinhos-netos.
Jorge C. Chora
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A camisola
Olhava-a de modo disfarçado, desviava os olhos para logo de seguida tornar a olhá-la. Estava sentado no banco do comboio bem à sua frente. Era um senhor de meia-idade, de ar distinto. Via-se que estava incomodado. Mexia-se, cruzava a perna, descruzava-a, parecia não ter posição. Entretanto ia desviando os olhos e olhando de modo nervoso a jovem senhora.
-A senhora desculpe-me…estava a evitar dizer-lhe mas não consigo …tem a camisola ao contrário… - disse-lhe o cavalheiro.
A jovem puxou a gola um bocado para a frente, observou-a e agradeceu:
-Tem toda a razão. Muito obrigada. – e, logo a seguir, recolheu o braço direito para o interior da camisola, seguindo-se o braço esquerdo, fazendo-a rodar no pescoço, corrigindo a sua posição e repondo correctamente a parte da frente e a detrás. Isto tudo sem mostrar sequer um milímetro de pele.
O cavalheiro arqueou as sobrancelhas e demonstrou o seu espanto:
-Que rapidez…que eficiência…se soubesse ter-lhe-ia dito mais cedo…não mostrou nada…quase que me arrependo de lhe ter feito o reparo…
A jovem sorriu timidamente e respondeu-lhe, sem qualquer inibição:
-Só daqui a dois meses é que valerá a pena, quando tiver mudado completamente e me chamar Madalena em vez de João.
-Pois olhe menina, para mim, já é Madalena… -respondeu-lhe o cavalheiro, de modo delicado, sem perder o pé.
-Então daqui a dois meses…não me esquecerei de trazer a camisola ao contrário - despediu-se a futura Madalena, ao apear-se na estação seguinte.
Jorge C. Chora
-A senhora desculpe-me…estava a evitar dizer-lhe mas não consigo …tem a camisola ao contrário… - disse-lhe o cavalheiro.
A jovem puxou a gola um bocado para a frente, observou-a e agradeceu:
-Tem toda a razão. Muito obrigada. – e, logo a seguir, recolheu o braço direito para o interior da camisola, seguindo-se o braço esquerdo, fazendo-a rodar no pescoço, corrigindo a sua posição e repondo correctamente a parte da frente e a detrás. Isto tudo sem mostrar sequer um milímetro de pele.
O cavalheiro arqueou as sobrancelhas e demonstrou o seu espanto:
-Que rapidez…que eficiência…se soubesse ter-lhe-ia dito mais cedo…não mostrou nada…quase que me arrependo de lhe ter feito o reparo…
A jovem sorriu timidamente e respondeu-lhe, sem qualquer inibição:
-Só daqui a dois meses é que valerá a pena, quando tiver mudado completamente e me chamar Madalena em vez de João.
-Pois olhe menina, para mim, já é Madalena… -respondeu-lhe o cavalheiro, de modo delicado, sem perder o pé.
-Então daqui a dois meses…não me esquecerei de trazer a camisola ao contrário - despediu-se a futura Madalena, ao apear-se na estação seguinte.
Jorge C. Chora
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
O que para uns é ouro...
Caminhava pela berma da estrada de modo inseguro. Apoiado em canadianas ia à horta tratar os tomateiros. Carregava, suspenso ao pescoço, um alforge cujas bolsas lhe pendiam ao peito e balouçavam ao sabor dos pequenos passos que conseguia dar. Não tinha quem o ajudasse e não se queixava por dois motivos: o primeiro porque nunca tivera esse hábito, o segundo porque nunca tivera a quem.
Ia pensando que a aliança entre a sua idade, que crescia a olhos vistos, e a doença que persistia em atacá-lo, lhe afectava a marcha e os seus pequenos afazeres, quando sentiu uma voz atrás de si:
-Pst…pst…para onde é que o cavalheiro vai?
Desconhecendo por completo a voz, esteve vai-não-vai para se abespinhar. Qualquer coisa lhe dizia que algo estava para acontecer.
-Então o tiozinho não fala com os pobres? Manias de rico…
A dor do joelho acentuou-se. Mau sinal, pensou. Resolveu conter-se e ripostou:
-A única riqueza que tenho, está nestas bolsas que levo ao peito e, caso faça muita questão, sou homem para a partilhar consigo…
Ainda mal acabara a frase quando sente em cima de si dois braços a agarrá-lo e as mãos do amigo do alheio a enfiarem-se nas bolsas do seu alforge e a roubarem-lhe o conteúdo.
Quando o larápio se deu conta de que o que tinha nas mãos era estrume, enfureceu-se:
-Está a gozar-me? Então isto é que é a sua riqueza?
-Então o senhor ladrão não sabe, ou ninguém lhe ensinou, que o que é ouro para uns é trampa para outros?- e, sem que o larápio esperasse, assentou-lhe uma bengalada no alto do cocuruto que o deixou a cacarejar.
Um vizinho que por acaso ali passava, dissuadiu o fedorento larápio de reagir, dando-lhe uma biqueirada de uma força tamanha que o homem deixou de cacarejar para passar a zurrar.
Já imaginou, caro leitor, se acontecesse o mesmo a todos aqueles que nos vêm aos bolsos buscar as nossas migalhas?
Jorge C. Chora
Ia pensando que a aliança entre a sua idade, que crescia a olhos vistos, e a doença que persistia em atacá-lo, lhe afectava a marcha e os seus pequenos afazeres, quando sentiu uma voz atrás de si:
-Pst…pst…para onde é que o cavalheiro vai?
Desconhecendo por completo a voz, esteve vai-não-vai para se abespinhar. Qualquer coisa lhe dizia que algo estava para acontecer.
-Então o tiozinho não fala com os pobres? Manias de rico…
A dor do joelho acentuou-se. Mau sinal, pensou. Resolveu conter-se e ripostou:
-A única riqueza que tenho, está nestas bolsas que levo ao peito e, caso faça muita questão, sou homem para a partilhar consigo…
Ainda mal acabara a frase quando sente em cima de si dois braços a agarrá-lo e as mãos do amigo do alheio a enfiarem-se nas bolsas do seu alforge e a roubarem-lhe o conteúdo.
Quando o larápio se deu conta de que o que tinha nas mãos era estrume, enfureceu-se:
-Está a gozar-me? Então isto é que é a sua riqueza?
-Então o senhor ladrão não sabe, ou ninguém lhe ensinou, que o que é ouro para uns é trampa para outros?- e, sem que o larápio esperasse, assentou-lhe uma bengalada no alto do cocuruto que o deixou a cacarejar.
Um vizinho que por acaso ali passava, dissuadiu o fedorento larápio de reagir, dando-lhe uma biqueirada de uma força tamanha que o homem deixou de cacarejar para passar a zurrar.
Já imaginou, caro leitor, se acontecesse o mesmo a todos aqueles que nos vêm aos bolsos buscar as nossas migalhas?
Jorge C. Chora
terça-feira, 2 de agosto de 2011
A senhora que não cabia na casa de banho
Pediu para ir à casa de banho mas ficou entalada entre a porta e a sanita. Gritou por socorro e foi socorrida. Ajudaram-na a desencaixar-se. Não foi tarefa fácil.
Riram-se à socapa os presentes. A senhora, agastada, virou-se para um enorme cavalheiro que também ali estava e desancou-o:
-De que se ri? Vá lá o senhor entrar, ou melhor, tentar entrar, e logo verá o que lhe acontece!
-Minha senhora, no meu caso foi preciso chamar os bombeiros. Só a persistência de uma bombeira é que me salvou.
-E pelo visto é hoje a sua esposa… -alvitrou a desencaixada.
-Como adivinhou?
-É que o meu também o é! São eles que têm jeito para os XXL…
-Perdão minha companheira de infortúnio. Não se culpabilize. A verdadeira culpa, a existir alguma, será do estabelecimento que devia ter afixado as medidas do WC à porta do mesmo ! ah e um aviso visível com os dizeres explícitos: Para raquíticos.
E saíram de braço dado, dando grandes gargalhadas, perante o espanto dos inúmeros “enfezados” que povoavam o local.
Jorge C. Chora
Riram-se à socapa os presentes. A senhora, agastada, virou-se para um enorme cavalheiro que também ali estava e desancou-o:
-De que se ri? Vá lá o senhor entrar, ou melhor, tentar entrar, e logo verá o que lhe acontece!
-Minha senhora, no meu caso foi preciso chamar os bombeiros. Só a persistência de uma bombeira é que me salvou.
-E pelo visto é hoje a sua esposa… -alvitrou a desencaixada.
-Como adivinhou?
-É que o meu também o é! São eles que têm jeito para os XXL…
-Perdão minha companheira de infortúnio. Não se culpabilize. A verdadeira culpa, a existir alguma, será do estabelecimento que devia ter afixado as medidas do WC à porta do mesmo ! ah e um aviso visível com os dizeres explícitos: Para raquíticos.
E saíram de braço dado, dando grandes gargalhadas, perante o espanto dos inúmeros “enfezados” que povoavam o local.
Jorge C. Chora
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